domingo, 9 de setembro de 2012

1. Leia antes de começar

     Esta foi a primeira vez em trinta anos que parei para me perguntar quando foi a primeira vez que ouvi a palavra alienígena ou me vi refletindo sobre a existência de vida em outros planetas. Realmente, eu não sei como tudo começou. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o começo de tudo se deu com meu pai.
     Meu pai era um valoroso militar e até onde conta a história da família, um visionário desde a infância. Segundo ele mesmo, em suas brincadeiras com quatro ou cinco anos de idade ele já imaginava "caixas de fósforos com um palito para fora fazendo antenas" em um brinquedo que segundo ele seria para falar. Não sei até que ponto Star Trek influenciou meu pai. Tenho certeza que influenciou e muito. Mas, se meu pai era uma criança que brincava com o que via na televisão, de onde vinha então todas essas séries fantásticas de televisão com Star Gate, Star Trek,  Star Wars? Isso é conversa para outra história. 
     O fato é que muitas lembranças da minha infância, com cinco ou seis anos de idade, vem de noites de céu estrelado e luzes apagadas onde meu pai e eu ficávamos a observar o céu com mapas estelares que compunham encartes de revistas de ciências. O fato é que eu cresci sabendo que haviam seres extraterrestres e na época em que eclodiu o mito do "chupa-cabras" eu tive medo de um encontro mortal com um alien inimigo.
    Isso fez de mim uma pessoa diferente, que sempre olhou para o mundo ao redor com outros olhos, buscando outras respostas, enquanto pessoas comuns contentam-se com a normalidade do caos diário e das pequenas alegrias diárias de uma vida construída em torno do pseudo-poder.
      Falo de pseudo-poder pois qual o poder que tem todo o dinheiro de uma espécie se fossemos visitados amanhã pela manhã (são 20h agora) por uma civilização muito mais desenvolvida tecnologicamente e esta nos tratasse como os incas, astecas e maias foram tratados pelo colonizador espanhol? De que adiantaria todo o poder dos empresários, dos legisladores e dos chefes das grandes nações se a qualquer momento fossemos colonizados por uma raça onde simplesmente não houvesse diálogo e nos tornássemos "aborígenes galáticos". 
   Eu cresci não descartando da minha vida estas possibilidades. Isso me deu outro valor, outras perspectivas de ponto de vista. Cresci distante dos meus pais, mas no pouco tempo que eles efetivamente conviveram comigo, eles contribuíram com reflexões que somente passaram a fazer sentido dias atrás. Curioso é que pouco tempo atrás meu pai esbravejou comigo questionando-me qual era minha missão, qual seria minha contribuição para a humanidade.
      Até meus vinte e nove anos, eu achava que minha missão aqui na Terra era "levar a palavra de paz no mundo através do esporte". Era isso que me emocionava. Eu olhava para a humanidade e via pessoas tal qual eu vejo golfinhos nos documentários do Animal Planet: com curiosidade e distração. Não sabia qual seria minha contribuição, e até hoje não sei.
     Algumas coisas contudo, passam a claramente fazer sentido como peças de um grande quebra-cabeças e que talvez um dia me digam o porque tudo isso realmente começou. Teria o meu pai total consciência do que fazia quando me levava para ver as estrelas no quintal a noite? Será que meu pai sabia exatamente o que dizia quando me falava com veemência de que eu precisava assistir os filmes da série Stargate, Galática e Star Trek? Por que repentinamente, todas as fases da minha vida completaram seus ciclos de modo que agora todos os ciclos se juntam novamente como se fosse o momento de usar o melhor de cada fase e mostrar que aprendeu com os erros? Seria tudo isso um acaso?
     Acho pouco provável que o acaso tenha feito parte da minha vida. É disso que falará este blog. Sobre idéias de que não estamos sozinhos no universo além da percepção que talvez, todas as coisas que existem hoje no mundo são peças de um complexo quebra-cabeças, que uma vez solucionado sugere respostas eventuais a perguntas como quem somos, de onde viemos e qual a nossa verdadeira missão.
     Seríamos no fim de tudo, descendentes de um povo primitivo que aqui vivia e um povo de outra espécie e que é devido essa miscigenação que existem pessoas de diferentes raças, com diferentes níveis de agressividade e inteligência? Seria esse o grande segredo? É esse o grande mistério que permeia a lenda maia e o fim do seu calendário? Caso sejamos verdadeiramente uma experiência científica de seres superiores, qual o verdadeiro sentido da nossa existência? Teremos algum dia resposta a todas essas perguntas?
     São questões que apontam apenas o princípio do debate, mas que podem levar a reflexões e descobertas que uma vez comprovadas, mudariam toda a perspectiva de visão da vida.

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